LIDERANÇA EM TEMPOS DE CRISE

16/08/2016

“A crise econômica de 2016 é inevitável e deve acertar em cheio a economia brasileira produzindo estragos ainda maiores, mas mesmo assim os empreendedores podem se preparar para superar estas dificuldades.”

 

O Brasil vive um momento complexo em relação a sua economia, que registra retração e queda no crescimento. A inflação em alta corrói os salários, diminui o poder de compra e, conseqüentemente, desestimula o consumo. As empresas têm sido obrigadas a reavaliarem seus planos de expansão e reduzindo seus quadros funcionais com o propósito de se manterem no mercado.

Nesse cenário pouco favorável, qual é o papel das lideranças empresariais?

Em tempos de guerra torna-se fundamental a definição de estratégias bem delineadas e executadas para não ser sucumbido pelo inimigo. Traduzido para o ambiente organizacional: em tempos de crise, a permanência no mercado está diretamente ligada à forma como as organizações ajustam seus processos de gestão.

Todavia indagamos: Apenas a exclusão de profissionais, como regra padrão à minimização dos custos, deve ser considerada como única alternativa? Demissões, em um primeiro momento, até aumentam os dispêndios, já que as organizações devem cumprir com as obrigações trabalhistas no ato da dispensa do funcionário.

Além das dispensas, se de fato forem necessárias, as empresas devem considerar a revisão de seus processos internos. Identificar possíveis gargalos, buscar uma maior aproximação entre elaborar e implementar técnicas que aprimorem o seu funcionamento pode ser um aliado na diminuição de seus custos.

Maslow defendia que burocracia (controle) era necessária, mas que, em excesso, poderia emperrar o funcionamento das organizações. Empresas com muitos níveis hierárquicos e com pouca agilidade decisória, acabam perdendo espaço para aquelas mais enxutas e que respondem mais rapidamente aos desafios que o mercado apresenta.

Outra vertente da avaliação de processos merecedora de um olhar criterioso é a forma como a organização se relaciona com os seus clientes e fornecedores. A qualificação da gestão do relacionamento com esses públicos deve ser perseguida de forma contumaz. Em tempos de crise a perda de um cliente ou de uma venda que às vezes pode significar a abertura para um novo mercado, deve ser evitada a qualquer custo.

Portanto, cabe às lideranças organizacionais ter em mente que:

 A crise se instalou, ela não é perene e, só com muito trabalho e estratégias bem definidas, as organizações poderão sair bem dela.

 A simples demissão de funcionários não significa a redução de custos.

 A redefinição dos processos internos pode ser uma estratégia eficiente para o equilíbrio financeiro.

 A agilidade na tomada de decisões é fator competitivo e diferencial para a manutenção das organizações num mercado que se vislumbra cada vez mais competitivo.

 Em cenário de crise, deve se buscar a melhoria contínua na relação com clientes e fornecedores

Vamos ao trabalho?

 

Até a próxima!

 

“Um líder é um vendedor de esperança.”

Napoleão Bonaparte

 

Luiz Carlos dos Santos Oliveira - Consultor Organizacional de Treinamentos, Plano de Cargos e Salários, Avaliação de Desempenho e Liderança, sócio na empresa – Desenvolvimento Humano Consultoria