A Alimentação pode influenciar na capacidade mental dos funcionários?

13/09/2016

A Alimentação pode influenciar na capacidade mental dos funcionários?

Se os alimentos são capazes de exercer enorme impacto sobre o câncer, as doenças cardíacas e os problemas digestivos – as chamadas doenças crônicas da civilização ocidental – por que não podem influenciar o funcionamento do cérebro? Podem e influenciam. Novas pesquisas pioneiras revelam que a alimentação pode ajudar a determinar o estado de alerta e o grau de energia, a qualidade da memória e da concentração, as sensações de depressão ou ansiedade, a agressividade, o grau de normalidade das ondas cerebrais e provavelmente uma vulnerabilidade a certas doenças mentais e doenças neurológicas degenerativas.

Determinados alimentos – por exemplo, carboidratos, proteínas e gorduras, bem como a cafeína – podem ter um impacto profundo e quase imediato sobre seu humor e energia mental.
Entretanto, segundo novos estudos, deficiências sutis e muito prolongadas de certos nutrientes podem deturpar as ondas cerebrais e seu funcionamento.

Esse fato é surpreendente para os pesquisadores da área, que nunca pensaram que o cérebro fosse tão suscetível a essas mudanças decorrentes de eventos tão insignificantes. Felizmente, é muito fácil se alimentar corretamente e normalizar as ondas cerebrais.

Grande parte do crédito pela descoberta do controle exercido pelos alimentos sobre a atividade cerebral vai para o neuroendocrinologista Richard Wurtman e seus colaboradores do Massachussetts Institute of Technology, em Cambridge.

Segundo suas pesquisas pioneiras, o segredo está nos neurotransmissores, substâncias químicas que passam informações de uma célula cerebral para outra. Esses neurotransmissores são produzidos pelas células nervosas, que usam componentes específicos da alimentação, chamados precursores, como matéria-prima.

O estudo dos alimentos, sobretudo os alimentos saudáveis ao corpo, como os alimentos naturais estudados pela medicina natural. Os alimentos ajudam a produzir vários neurotransmissores com diferentes funções, dependendo do tipo de matéria-prima fornecida por cada alimento. Por exemplo, o triptofano, um aminoácido presente nos alimentos que contêm proteínas, transforma-se em serotonina, a substância química calmante que normalmente faz você se sentir mais relaxado, sonolento e tonto.

Como a química cerebral é extremamente complexa, isso não significa necessariamente que o consumo de alimentos ricos em vitaminas e com alto teor de certos aminoácidos faça com que esses aminoácidos sejam diretamente enviados ao cérebro. Os aminoácidos, devido ao seu tamanho e concentração sanguínea variados, competem uns com os outros para entrar no cérebro.

Portanto, paradoxalmente, quando você toma leite, que contém triptofano, os níveis cerebrais de triptofano não aumentam; na realidade, eles diminuem, porque as moléculas de triptofano são acumuladas fora do cérebro por outros aminoácidos mais abundantes no leite. Por outro lado, os alimentos que contêm altas concentrações de carboidratos, e não contêm triptofano, aumentam os níveis cerebrais de triptofano, que produz serotonina, acalmando a maioria das pessoas.