Como escapar do desemprego na era da Informação.

27/03/2017

Como escapar do desemprego na era da Informação. 

O mercado de trabalho está extremamente ‘turbulento’. Grande parte das organizações vem redefinindo suas estruturas internas, seus conceitos de gestão, suas formas de empregar recursos, seus sistemas de produção, suas relações com clientes, com fornecedores e com os próprios profissionais. Paralelamente a isso, inúmeros cargos e funções de diversos níveis estão ganhando novos formatos e, muitas vezes até mesmo sendo criados, enquanto outros simplesmente tornam-se obsoletos e acabam desaparecendo em um curto período de tempo.

Enfim, tudo já é bem diferente daquilo com que estávamos acostumados e, por mais que se especule sobre o assunto, ninguém pode fazer uma previsão precisa em relação ao que o futuro nos reserva.

Talvez, você não esteja se sentindo ameaçado com todo esse clima de desordem, mas segundo recente pesquisa desenvolvida pelo grupo Catho – dos 643 executivos paulistanos e de mais cinco cidades do país entrevistados, 39.5% têm medo de perder o emprego. Ainda de acordo com o estudo, esse é o maior receio da atualidade.

Frente a esse cenário caótico e de incertezas, nada mais natural do que se preocupar com o futuro. Na verdade, atualmente, estranho seria não se sentir ameaçado pelo ‘fantasma’ do desemprego. A grande pergunta, então, ainda é:

Como se tornar empregável a qualquer tempo?

Bem, a resposta é muito simples. Para tornar-se empregável amanhã, você precisa se prepara hoje. E, para isso, não basta apenas investir em um currículo com um longo histórico profissional. É preciso, também, repensar o seu perfil quanto algumas habilidades pessoais extras. Afinal, é esse conjunto de qualificações (habilidade pessoal x conhecimento técnico) que vem sendo apontado pelos headhunters e consultores de recursos humanos como o grande diferencial entre os trabalhadores da atualidade. É esse conjunto que irá garantir sua permanência no mercado de trabalho, ou torná-lo apenas mais um entre as centenas de candidatos às poucas vagas em aberto no mercado.

Se você tem o desejo de se destacar dos demais e, ainda, manter o seu nível de empregabilidade em alta, acompanhe as competências que poderão valorizar como um diferencial para o mercado de trabalho e garantir o seu futuro profissional:

QE: Suas emoções têm o comando da sua vida

Um alto QI (coeficiente de inteligência) pode até garantir a conquista de um bom emprego, mas são as habilidades relacionadas ao QE (coeficiente emocional), que irão determinar se a trajetória de um profissional será repleta de glórias ou de verdadeiras decepções. Quem afirma isso é o famoso Psicólogo norte americano Daniel Goleman em seu bestseller Inteligência Emocional. Segundo o autor, “um alto QI contribui apenas com 20% para o sucesso de uma pessoa”. É nos 80% restantes, atribuídos a características de fundo emocional, que estaria a chave para a fama ou a ruína.

Ainda segundo Daniel Goleman, as habilidades emocionais permitem ou não a um indivíduo desenvolver uma boa gestão da sua dinâmica psíquica e, como conseqüência, da própria vida. Estão entre elas: a capacidade de persistir, tomar decisões precisas e estratégicas, motivar-se diante às frustrações, controlar impulsos, sentimentos, cultivar relacionamentos, enfim, ter o “comando” das próprias emoções.

Assim, pense mais no seu QE. Reflita sobre o seu perfil psicológico, seus sentimentos e o modo como eles vêm atuando em suas decisões. Pergunte a seus amigos o modo como eles o vêem. Faça um balanço de sua postura profissional e, caso você perceba algum tipo de dificuldade, não se intimide em buscar auxílio com algum profissional de Coaching qualificado. Lembre-se que as suas emoções influenciam diretamente em suas decisões e no seu comportamento cotidiano, sendo responsáveis pela construção do seu futuro como profissional.

Saber se comunicar é quesito básico

Um dos maiores poderes pessoais que podemos possuir é saber se comunicar com eficiência. O próprio poder profissional, para ser atingido, não depende apenas de talento e competência, mas também, da forma como nos relacionamos com os demais para atingirmos nossos objetivos. É essa habilidade pessoal, diretamente relacionada com a capacidade de comunicação, que garante crédito, prestígio e, como conseqüência, a tão sonhada ascendência.

Na verdade, de algum modo, em todos os momentos da vida é preciso estar “vendendo o próprio peixe”. Para isso, é imprescindível saber se comunicar com eficiência, expressando-se bem por escrito e oralmente. Tal capacitação é quesito fundamental para se efetuar uma apresentação com qualidade, transmitir boas idéias, convencer pessoas, liderar equipes, preparar relatórios, enviar mensagens, desenvolver uma vasta rede de relações, criar novas oportunidades, enfim, sustentar quase todos os princípios que garantem uma boa atuação social.

Reavalie o seu poder de comunicação. Ele é caracterizado pelo seu nível de empatia, fluência verbal, objetividade, autoconfiança e, fundamentalmente, pela sua postura e aparência como um todo. Segundo alguns estudos no campo da neurolingüística, a comunicação não verbal (aparência e linguagem corporal) é responsável por mais de 80% do poder de influência de um interlocutor durante uma relação. A palavra representaria apenas 7% dessa capacidade.

Desta forma, faça, também, uma autoanálise frente à sua aparência e postura em geral. Muitas vezes, modificar um hábito de conduta, ou mesmo um determinado aspecto comportamental qualquer, pode ser tarefa relativamente simples, trazendo resultados muito mais amplos e significativos do que se possa imaginar. Vale lembrar que a vida funciona em via de mão dupla, o que nos remete a avaliar o que estamos emitindo, para entendermos o que recebemos como retorno.

Sentir-se parte de um time é, também, fundamental

Existe uma forte tendência por parte das organizações modernas em deixar de lado um antigo formato piramidal, repleto de níveis hierárquicos burocratizados, e assumir um modelo de administração mais horizontalizado, através da formação de equipes autogerenciadas, que contam com menos postos de supervisão e controle. Isto tudo significa, na prática, que as empresas estão pouco-a-pouco aproximando as relações e a convivência entre os seus profissionais.

Nos dias de hoje, é cada vez menor à distância entre o office-boy e o presidente da Empresa. E é mais provável que o seu diretor trabalhe na mesa ao lado, do que numa sala isolada dos demais colaboradores. Com isso, mais do que nunca, quem quiser sobreviver ao mundo do downsizing precisa dominar a arte de se relacionar com os outros. O ‘xis’ da questão é, simplesmente, ter habilidade para interagir em grupo, trabalhar em equipe.

Afinal, foi-se o tempo em que os profissionais apenas se preocupavam em fazer a sua parte na organização. Atualmente, é preciso que todos vistam a camisa do time, somando competências para alcançar a missão maior, seja ela qual for.Cabe a todos nós uma atitude mais participativa, deixando definitivamente de lado a onipotência e adotando uma postura que valorize a equipe em sua totalidade. É como em uma orquestra, por exemplo, onde nenhum instrumento pode estar desafinado, o que comprometeria a qualidade do produto final; neste caso a melodia.

Bem, assumir este tipo de espírito de trabalho em equipe voltado à cooperação é um grande desafio para todos nós. Afinal, não é nada fácil lidar com pessoas. Cada um tem as suas particularidades individuais, enxergando e se posicionando ante ao mundo de modo específico e singular. É preciso ter muito “tato”, aprender a respeitar e a tolerar os outros para receber ou, pelo menos, poder exigir o mesmo como retorno. É mais do que fundamental saber se relacionar com as pessoas uma vez que, independentemente da colocação social que se conquistou, de alguma forma, todos estarão sempre interligados.

Assim, pense mais sobre a sua conduta e o modo como se relaciona com os demais profissionais. Participe de palestras sobre relacionamento em grupo, processos de treinamentos, cursos, enfim, busque um aprimoramento na sua capacidade de inter-relacionamento e com isso estará também investindo no seu futuro como profissional.

Aprender, aprender e se atualizar… esse é o caminho

As informações e o conhecimento serão cada vez mais importantes. Frente a isso, uma das principais atitudes que todos nós devemos tomar, é investir na constante atualização. Afinal, em uma época em que as mudanças ocorrem em questões até mesmo de meses e o saber torna-se renovável em curtos espaços de tempo, aprender deve ser encarado como um processo para a vida inteira. Na verdade, não existe mais uma linha de chegada em relação à formação e ao conhecimento. É preciso saber conciliar o trabalho com a eterna aprendizagem – formação.

Assim, procure identificar novos cursos que possam servir como complementos para a sua carreira. Participe de palestras, eventos e convenções em diversas áreas e não apenas dentro de sua área de especialização. Lembre-se que o profissional moderno deve ter um perfil generalista sendo, ao mesmo tempo, especializado em uma determinada área. Com isso, aprenda de tudo um pouco, leia muito e nunca deixe de investir em um dos principais instrumentos que irá garantir a sua empregabilidade – o conhecimento.

Um ponto importante deve ser ressaltado: Em uma realidade globalizada, a familiaridade com o computador – pelo menos em nível de usuário – o acesso a Internet e o domínio de outros idiomas (inglês e/ou espanhol), tornaram-se quesitos básicos e essenciais. Alguns estudos chegam a demonstrar a existência de uma significativa diferença entre os salários dos profissionais que dominam mais de um idioma e os que apenas falam português. Portanto, não esqueça também de estar sempre se atualizando nestas áreas.

Vivência internacional abre novos horizontes

A experiência multicultural vem se tornando quesito fundamental frente às novas demandas do mercado de trabalho. Com a globalização da economia rompendo com todos os tipos de fronteiras comerciais, a necessidade de interagir com profissionais de diferenciadas culturas se tornou uma realidade incontestável.

Segundo um recente estudo efetuado com conceituados empresários, ficou constatado que uma boa experiência no exterior pode – em certos casos – ser mais relevante para uma contratação, do que uma pós-graduação ou até mesmo um MBA cursado no país de origem. Tal revelação, de ordem surpreendente, nos remete a dedicar mais atenção a este tipo de vivência.

Assim, se você tem condições de investir nesse tipo de aperfeiçoamento, é importante deixar claro que qualquer tipo de experiência, seja um curso de inglês ou uma mera temporada em contato com uma diferente cultura, desde que conte com alguma atividade de estudo ou profissional de curta duração, é extremamente válida como sendo um diferencial competitivo ante ao mercado.

Melhor ainda se houver a possibilidade de cursar uma faculdade, uma extensão, ou um MBA, em um dos chamados países do norte. Muitas destas instituições são reconhecidas como os centros de excelência de ensino do mundo, sendo constantemente consultadas por empresas nacionais e multinacionais de porte e pelos principais headhunters do mercado que estão à procura de talentos especiais. Vale ressaltar que estas experiências podem resultar em uma ampliação significativa das futuras possibilidades profissionais, agregando valores bem mais significativos do que os diplomas que retornam em suas bagagens.

Segundo o único ranking que avalia programas de MBAs em todo o mundo, produzido pelo jornal inglês Financial Times, estão entre os melhores:

1ª Universidade da Pensilvênia – Wharton (USA)

2ª Harvard Business School (USA)

3ª Universidade Stanford (USA)

4ª Universidade de Chicago (USA)

5ª Universidade de Colúmbia (USA)

6ª Mit – Sloan (USA)

7ª Insead (França)

8ª London Business School (Inglaterra)

9ª Universidade de Northwestern – Kellog (USA)

10ª Universidade de Nova York – Stern (USA)

Bem, fica fácil concluir que, numa época onde o mundo inteiro interage, não é de se espantar que os trabalhadores globais estejam em alta no mercado. Assim, não poupe esforços para acrescentar mais este tipo de experiência e formação em seu currículo. Além de ser extremamente significativo ao crescimento pessoal e profissional, abre novos horizontes que vão muito além de uma mera promoção salarial.

Sua network é um dos seus principais patrimônios

O sucesso profissional não depende apenas de bons conhecimentos, aptidão e talento, mas, também, de uma sólida rede de relacionamentos. Segundo alguns estudos, cerca de 80% das contratações de executivos são efetuadas através da indicação de amigos e conhecidos. São dados desse tipo que nos dão a devida noção da importância dos ciclos de relações em nossas vidas. Afinal, em uma época onde os empregos estão sendo considerados quase como que ‘temporários’, saber cultivar e ampliar uma boa network pode ser fator determinante de sucesso ou fracasso profissional.

Além disso, sua rede de relacionamentos pode ajudá-lo a se tornar mais conhecido, obter preciosas informações, tomar decisões difíceis e, fundamentalmente, se manter atualizado de modo geral.

Assim, invista seriamente nessa poderosa ferramenta de marketing pessoal seguindo alguns princípios fundamentais: Circule, conheça pessoas, entre em contato com amigos, faça novos aliados, troque idéias com profissionais de outros departamentos e de diferentes áreas de atuação, frequente clubes, associações, encontros do tipo hapy-hours, seminários, feiras, palestras, eventos, enfim: comunique-se, apareça para o mundo, trabalhando sempre na manutenção da sua rede de relacionamentos.