Conheça os dez erros mais comuns de quem está louco por um emprego

27/07/2017

Conheça os dez erros mais comuns de quem está louco por um emprego

Na hora de procurar um novo emprego, não adianta só disparar currículos e torcer pelo melhor

Na hora de procurar um novo emprego, não adianta só disparar currículos e torcer pelo melhor. Mais do que isso, é preciso frequentar eventos, fazer cursos e contatos com colegas e conhecidos, que podem apresentar gestores, oferecer ideias e até uma indicação.

"É normal a pessoa se sentir ansiosa durante essa busca. Mas, se ela souber evitar os erros mais recorrentes, a chance de contratação aumenta muito", afirma Fernando Mantovani, diretor-geral da consultoria de RH Robert Half.

O candidato que "doura a pílula" durante o processo seletivo, relativizando suas características negativas ou os motivos pelos quais foi demitido, está cometendo uma das falhas mais comuns na hora de lutar pela vaga.

"É preciso ser honesto. O mercado é pequeno, as pessoas se conhecem, e o candidato se esquece de que é fácil checar a versão dada por ele", diz a vice-presidente de RH do Santander Vanessa Lobato.

Confira uma lista de onde os profissionais mais erram na corrida pela colocação.

 

Acostumar-se à vida de desempregado

Depois de uma demissão, o profissional pode descansar alguns dias, mas é vital retomar a rotina logo. "É preciso definir um expediente, em que ele vai buscar por vagas, fazer cursos, estabelecer contatos e frequentar eventos", diz Gabriel Santos, especialista em recrutamento da consultoria Talenses

Subestimar a concorrência
Observar quem está empregado na mesma função pretendida é importante. A comparação ajuda o candidato a ver o que lhe falta, se é uma vivência no exterior, um curso de atualização. "O aperfeiçoamento vai melhorar a sua competitividade", afirma Fernando Mantovani, da Robert Half

Disparar centenas de currículos pela internet
Não tem jeito: para achar uma vaga adequada é preciso ver e ser visto. "Use o LinkedIn para, além de interagir, postar textos relevantes e se manter atualizado. Isso tudo ajuda a fortalecer a imagem profissional", diz Irene Azevedoh, especialista em transição da carreira da consultoria Lee Hecht Harrison

Disputar vagas com milhares de candidatos
A chance de o currículo ser lido é baixa. E as próprias empresas têm divulgado menos suas vagas em aberto e optado por indicações. "Já recebemos dois mil currículos, mas só chamamos três para a entrevista. Muitos são de pessoas cuja formação não tem a ver com a vaga", afirma Henrique Garrido, gestor de RH da NeoAssist

Acionar os contatos só após a demissão
Um dos erros mais comuns é enviar uma mensagem geral sobre o desligamento, diz José Augusto Minarelli, especialista em transição de carreira da consultoria Lens & Minarelli. "O mercado é um lugar de troca, regido pelos princípios do marketing. Não adianta disparar um e-mail e achar que as indicações vão chegar sozinhas", afirma

Abordar gestores sem apresentação prévia
Entrar em contato com um líder ou recrutador só faz sentido se o profissional tiver certeza de que há espaço na empresa para alguém com sua formação e experiência. "Na maioria dessas abordagens, o candidato não sabe nem o que poderia fazer na organização", diz Vanessa Lobato, vice-presidente de RH do Santander

Buscar empresas com perfil incompatível
"As organizações mostram sua cara em redes sociais, nos eventos que patrocinam e no estilo dos profissionais. Se a pessoa não se adequa, não fica por muito tempo", diz Sandra Gioffi, diretora da ABRH-Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos). Vale observar sites que dão avaliações anônimas das organizações

Dar respostas evasivas durante a entrevista
Não adianta esconder do recrutador seu lado ruim, até porque eles não demoram a aparecer, aconselha a vice-presidente de RH do Santander Vanessa Lobato. "Um candidato já me disse que tinha "opiniões fortes" e poderia errar no tom ao falar com os colegas. Contratei, porque vi que ele mostrou honestidade e autocrítica", afirma

Colocar expectativas de longo prazo na entrevista
Antes de negociar salário e benefícios ou perguntar sobre as chances de mudar de área é preciso ser contratado. Cuidado na hora de falar sobre expectativas ainda no processo seletivo. "Para o recrutador, dá a impressão de que o profissional já está com um pé para fora da função, e isso mina suas chances", diz Fernando Mantovani, da Robert Half

Pedir emprego, em vez de mostrar a que veio
Não adianta dizer durante a entrevista que você está muito necessitado do trabalho ou tentar convencer o recrutador a qualquer custo, na base da emoção. "No mercado, não se conta história triste, vende-se o peixe. O empregador não vai contratar ninguém só porque a pessoa diz que precisa", afirma José Augusto Minarelli

Fonte: Noticenter