Escolha profissional

23/08/2012

Escolha profissional

 

Na fase de escolha profissional, as influências externas podem interferir muito. Muitos jovens se sentem inseguros com suas opções e então partem para pesquisar a opinião de colegas, parentes e pais. Provavelmente, você já deve ter perguntado a opinião de alguém mais próximo ou realizou várias pesquisas na internet buscando informações em todos os lugares. Isso é muito importante, porém, diversos adolescentes acabam mudando as escolhas por causa dos palpites alheios ou do excesso de informações contraditórias.

Várias são as situações que podem exercer influência em a escolha: um pai que diz que aquilo que adolescente optou não tem futuro, um amigo mais próximo que diz que a decisão não vai dar dinheiro, um parente que já é profissional no setor que você escolheu e diz estar descontente ou uma má notícia sobre um determinado setor da economia.

Muitos pais desejam que seus filhos deem continuidade na sua profissão e até nos negócios. Geralmente, esses adultos tiveram sucesso com as suas escolhas, sentem-se felizes e realizados. Existem situações influenciadoras comuns, como em uma família de médico os filhos optarem pela medicina – o mesmo ocorrendo em um meio de professores. Isso é muito bom desde que essa escolha seja autêntica e de total interesse de quem está escolhendo. Caso contrário, a médio e longo prazo, isso pode se tornar um grande problema.

Hoje vivemos em uma sociedade na qual a grande maioria das pessoas vive infeliz profissionalmente, e um dos motivos é que as gerações anteriores não tiveram a chance de escolher os próprios caminhos – por falta de opções ou por imposição dos pais. Mas esse cenário mudou. As oportunidades são infinitamente maiores.

Na sociedade, os mais jovens entram numa verdadeira competição para aquisições de tecnologia. Com isso, muitas escolhas profissionais estão sendo feitas com base no que conquistar do que no que realizar. E, na verdade, o mercado corporativo está sentindo na pele a falta de profissionais realizadores.

* por Maurício Sampaio, especialista em orientação profissional / artigo publicado no AN Jaraguá