Estudo traça perfil do executivo procurado pelas empresas

22/11/2012

Estudo traça perfil do executivo procurado pelas empresas

Estudo da Michael Page, empresa de recrutamento executivo associada ao PageGroup, traça um perfil das demandas mais frequentes do mercado trabalho no país para executivos.

De acordo com o coordenador do estudo, que teve como base as mais de mil ofertas abertas no site brasileiro da consultoria em outubro, o diretor de marketing do PageGroup para o Brasil e América Latina, Sergio Sabino, trata-se um retrato fiel do que as empresas que estão contratando buscam nesse momento.

“Estamos falando de um universo amplo. São demandas de praticamente todos os setores da economia que já iniciam um processo de retomada nas contratações de olho em 2013”, afirma.

As vagas analisadas no estudo estão distribuidas em todo o país e oferecem remunerações fixas que chegam até R$ 35 mil. Vale destacar, porém, que 55% das vagas estão concentradas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em relação á remuneração, 50% das vagas oferecem salários entre R$ 12,5 mil e R$ 22 mil.

Formação

Das 1.000 oportunidades em aberto 38% buscam profissional formado em engenharia. Nesse universo inclui-se profissionais do setor de construção e também industrial, com destaque para o setor de Oil&Gas.

Já Administração de empresas é a segunda formação mais desejada pelo mercado de trabalho. 24% das vagas buscam profissionais com diploma na área. Na sequencia vem economia, curso desejável em 13% das vagas. Tecnologia da Informação é a exigencia de 8% das vagas, seguido por direito, 3%. O restante das vagas, 26%, não restrigem á formação excluvia, podendo o candidato ter cursado faculdades variadas.

Pós ou MBA?

O estudo indica que no atual momento o mercado brasileiro tem dado mais importância a pós-graduação específica do que em cursos com perfil mais generalista, como MBA.

Do universo de 1000 vagas analisadas, 17% não se contentam com a formação acadêmica convencional e exigem pós-praduação. O MBA é obrigatorio em apenas 9% das vagas.

Inglês

O inglês é exigido em 66% das vagas abertas no site da Michael Page. A importancia do dominio do idioma é tanta que há tempos já não é mais diferencial. Olhando para outros idiomas é fácil compreender esse fenomeno. Apenas 9% das vagas exigem dominio do epanhol, enquanto que 1% das vagas para o Francês. Demais idiomas não chegam a ter relevancia.

Confira a relevância do idioma por setores:

Divisão
Inglês
Espanhol
Francês
Outros

Marketing 
60%
3%
1%
0%

Sales
87%
13%
2%
3%

Finance
74%
8%
0%
0%

IT
76%
13%
0%
0%

Human Resources
72%
13%
0%
0%

Legal
89%
3%
3%
0%

Banking
42%
0%
0%
0%

Habilidades comportamentais

O estudo também procurou avaliar as habilidades de comportamento mais valorizadas pelas empresas na hora de contratar os seus profissionais. No universo das mil vagas analisadas, 42% mencionam capacidade de gestão como diferencial desejável para o candidato.

Foco em resultado, é característica almejada em 32% das vagas, quase empatando com capacidade de Relacionamento Interpessoal, característica mencionada em 31% das posições. Capacidade de Execução é um valor buscado em 27% das vagas, enquanto que Liderança em 14%. Os dados apresentam sobreposição, pois muitas vagas mencionam mais de uma característica como valor desejado para seus candidatos.

Confira as Habilidades Comportamentais mais desejadas por setores:

Divisão
Gestão
Liderança
Foco em Resultado
Capacidade de Execução
Relacionamento Interpessoal

Marketing 
55%
15%
45%
38%
43%

Sales 
34%
9%
26%
30%
31%

Finance 
38%
17%
41%
13%
35%

IT 
41%
8%
15%
33%
29%

Human Resources 
57%
8%
27%
21%
36%

Legal 
12%
9%
6%
0%
40%

Banking 
37%
0%
37%
5%
48%

Habilidades específicas

Por fim, a Michael Page também analisou no estudo quais as Habilidades Especificas mais valorizadas pelas empresas. O profissional com habilidade para área comercial e de apoio à área comercial (marketing, planejamento estratégico, inteligência de mercado e comunicação) lideram na preferência das empresas com 26% do interesse.

Já os profissionais especializados no setor de construção, grandes obras e infraestrutura respondem por 25% do interesse das empresas, seguidos por profissionais de área de finanças (finanças, contabilidade, balanço, controladoria) com 23%. Profissionais especializados em TI respondem por 8% da demanda.