Requisito essencial para contratação: ser boa gente!

03/04/2014

Requisito essencial para contratação: ser boa gente!

 

 

 

 

 

Atuando na área de Gestão de Pessoas, cremos que o maior problema na área de Recursos Humanos não é o apagão profissional ou de mão de obra qualificada, mas o APAGÃO ÉTICO E MORAL de muitos candidatos e profissionais.

Gente que marca entrevista e não vai, não avisa e não se justifica; que acerta iniciar na empresa e não começa; que coloca seu currículo na praça e faz um verdadeiro leilão para ver quem paga mais; que participa de processos seletivos apenas para forçar seu atual empregador a lhe conceder um aumento salarial, etc.

É natural que cada um deve buscar o que é melhor para si. Entretanto, não se pode esquecer de noções básicas da Ética e da Moral, e até de normas elementares de Educação. 

É muito simples: comprometeu-se, cumpra. Não dá para cumprir, ligue e avise, passe um e-mail, um torpedo, deixe recado na caixa postal, no in box das redes sociais. Os meios de comunicação são os mais diversos e nada justifica a falta de um mero aviso.

O salário em si não é o único componente de uma proposta de trabalho.
 Os melhores profissionais consideram o salário como 4º. ou 5º. tópico na hora de avaliar uma possibilidade de emprego, depois de plano de carreira, treinamento e desenvolvimento, estilo da liderança, etc. Quando alguém se pauta unicamente pelo salário, percebe-se que sua visão é atrofiada, de curto prazo e imediatista.

 

Certamente é alguém que não vai ter vida longa na empresa.

Quem é de RH conhece bem o conceito CHA – Conhecimento – Habilidade – Atitude. O profissional ideal é aquele que tem o CHA: tem o CONHECIMENTO (conhece o que faz); temHABILIDADE (sabe fazer bem o que conhece) e, o mais importante, tem ATITUDE (quer fazer !!).

Geralmente, na hora de definir o perfil de uma vaga, a maior preocupação é com o CH – Conhecimento e Habilidade, ou seja, tempo de experiência anterior, formação escolar, sistemas que já utilizou, serviços que já realizou, etc. e acabamos nos esquecendo do A – de Atitude, ou seja, se a pessoa é um bom sujeito, um cidadão de bem, um filho amoroso, uma pai ou mãe responsável, um bom marido ou uma boa esposa, etc. Vale dizer, precisamos saber se a pessoa é boa gente!

Ser boa gente, hoje, passou a ser um requisito essencial a qualquer candidato. O profissional pode não saber tudo, mas se for boa gente, vale a pena treiná-lo, desenvolvê-lo. Ele pode não ter a formação que precisamos, mas se ele for boa gente, dá gosto de incentivá-lo e ajudá-lo a completar seus estudos. Pode não ter a postura mais adequada, mas se for boa gente, inteligente, tiver força de vontade, vale a pena o desafio de transformá-lo no profissional completo que precisamos.

Portanto, diante dos apagões moral, ético e profissional em que vivemos, devemos avaliar um novo requisito nas próximas contratações: Ser Boa Gente!!